segunda-feira, 7 de maio de 2012

Raiz de Lotus - Curiosidades da culinária japonesa

A culinária japonesa desenvolveu-se ao longo dos séculos como um resultado de muitas mudanças políticas e sociais no Japão. A culinária eventualmente passou por um processo de evolução com o advento da Idade Média, que marcou o início da expansão do elitismo com a era do domínio Xogum. No começo da era moderna, mudanças significantes ocorreram, resultando na introdução de elementos de culturas não-japonesas, principalmente da cultura ocidental, no Japão.
O termo culinária japonesa (日本料理, nihon ryōri, ou 和食, washoku) significa a comida japonesa tradicional, semelhante àquela já existente antes do final dosakoku (política de isolamento do Japão), em 1868. Em um sentido mais amplo, pode incluir alimentos cujos ingredientes ou métodos de preparo foram posteriormente introduzidos do exterior, mas que foram desenvolvidos por japoneses de forma diferente. A cozinha japonesa é conhecida por dar importância à sazonalidade dos alimentos,[1] qualidade dos ingredientes e apresentação. O Guia Michelin concedeu mais estrelas aos restaurantes das cidades japonesas do que para qualquer outro país do mundo (Somente Tóquio tem mais estrelas do que Paris, Hong Kong, Nova Iorque, Los Angeles e Londres juntas).
Fonte: Wikipédia

Umeboshi

Umeboshi  é uma especialidade da culinária japonesa que consiste em umê em conserva, por isso um tipo de tsukemono. É caracterizado pelo seu sabor forte muito ácido e salgado. O umê é originário da China e é normalmente chamado de ameixa apesar de ser um parente mais próximo do damasco.
É também servido nos bentō, acompanhado de arroz por causa de seu sabor muito forte. A concentração de ácido cítrico é tão elevada que é sabido que se servido diariamente numa mesma partição de um bentō de alumínio pode provocar a corrosão dele.
O folclore japonês atribui propriedades medicinais ao umeboshi, que é dado como remédio para gripes e resfriados. É também dito como alimento saudável apesar de ser muito salgado.
A forma mais tradicional para produzir umeboshi é manter os umês colhidos curtindo em salmoura e em seguida secá-los ao sol. Atualmente o umeboshi é produzido como uma conserva utilizando menos sal num processo semelhante a produção de picles, podendo receber folhas de perilla (conhecido também como shissô) que agem como corante.
Fonte: Wikipédia

Sushi do Sushiyamabh

Hoje no Brasil ficou muito fácil de apreciar uma das maiores iguarias da culinária oriental, o ``Sushi´´´, estão presentes em muitos restaurantes das grandes capitais e também em grandes redes de Supermarket além de pequenos espaços em vários bairros.
Foto e texto: Marco Fukuyama
Marco Fukuyama é fotógrafo e Sushiman

segunda-feira, 12 de março de 2012

Escritora chinesa Xinran Xue

Xinran é uma mulher de 50 anos que vive entre vários mundos. Jornalista chinesa, ela cresceu sob a Revolução Cultural, tornou-se a primeira "conselheira sentimental" do país no fim da década de 1980 e migrou para a Inglaterra em 1997, onde passou a escrever para o jornal britânico "The Guardian". Suas colunas, que buscam traduzir a China para o ocidente, foram reunidas em "O Que os Chineses Não Comem" (Companhia das Letras).

Reprodução
Livro reúne histórias dos costumes dos chineses publicadas no jornal britânico "The Guardina"
Histórias dramáticas de meninas tomadas à força como esposas, deixadas ao relento recém-nascidas, culpadas por não engravidar sem saber que, para isso, teriam de fazer sexo com seus maridos formam um dos núcleos principais do livro. Muitas vieram da experiência de Xinran em seu programa de rádio, transmitido na China da "abertura" de Deng Xiaoping. Desse contato com os ouvintes nasceram também os dois outros livros da autora, "As Boas Mulheres da China" e o romance "Enterro Celestial". 

As colunas de "O Que os Chineses Não Comem" foram publicadas entre 2 de junho de 2003 e 9 de setembro de 2005, e testemunham também as surpresas de Xinran com a velocidade das mudanças na sociedade chinesa. Para além dos fatos, que muitas vezes assombram, há o modo de contar da jornalista, carregado de herança oriental, a começar pelo resumo que precede cada texto, já com gosto de fábula.

Pequenos apólogos, historietas que parecem suspensas num tempo distante, pontuam as experiências na China e na Inglaterra. Exemplar desse modo de pensar é o texto em que ela mostra como "os peixes servem para explicar a vida", e que inclui um curioso brinde feito por homens chineses para descrever as mulheres: "Amantes são peixe-espadas: saborosos, mas com ossos cortantes; secretárias particulares são carpas: quanto mais você as 'cozinha em fogo lento', mais sabor elas têm; as esposas dos outros são baiacus japoneses: provar um bocado pode ser o seu fim, mas arriscar-se à morte é um motivo de orgulho; as próprias esposas são bacalhau salgado: conservam-se por longo tempo; quando não há outro alimento, o bacalhau salgado é barato e conveniente, e complementa uma refeição com arroz". 

A política do filho único e as meninas chinesas adotadas por ocidentais, mães superprotetoras temerosas por seus filhos que vão para a universidade no ocidente, a (falta de) autoconfiança dos chineses, o apreço por tudo que é estrangeiro num país que se transforma vertiginosamente, experiências gastronômicas e até futebol, além de arte, sexo e política permeiam as colunas. 

É difícil, mas também bonita e delicada, a tarefa de Xinran. Nas coisas mais simples, como quando é surpreendia ao notar que continua usando meias compridas no verão - um hábito chinês que denota a boa origem da mulher -, ela detecta a impossibilidade de explicar seus costumes para os ingleses, e os dos ingleses para os chineses.

Mais ainda, Xinran tem consciência de que a China em que viveu ao mesmo tempo persiste e desaparece diante de seus olhos a cada visita que faz ao país. É assim, entre uma China que foi, é e será, e uma Inglaterra que se torna cada vez mais sua, que Xinran exercita esse ofício imperfeito de tradutora de culturas, chamando atenção para as pontes possíveis e para os vãos que se formam no caminho.
Fonte: Entretenimento.uol.com.br

domingo, 18 de dezembro de 2011


Fotografia no Japão, diversão para os idosos ...!!!

Vou falar um pouco sobre a fotografia no Japão.
Curiosamente você já tinha visto pessoas idosas apaixonadas por fotografia? Rsrs!! Nem eu. Visitei milhares de castelos e templos que na maioria das vezes estes ficavam nas encostas de enormes montanhas, ou até mesmo em grandes alturas. Caminhando dentre as trilhas rumo aos cenários que jamais eu tinha visto, encontrava homens e mulheres de idade cada um com sua mochila e seus equipamentos fotográficos, e vocês pensam que eram câmeras de passeio? Nada disso, tudo profissional. Era maravilhoso no meio da mata , na natureza, pessoas admirando as plantas, as folhas, cada uma com sua cor chamativa, os idosos curtem também a pintura, muitos ficam diante de lindas paisagens esboçando seus quadros. Quando você pega o trem na estação Teradacho na cidade de Osaka às 5:00 da manhã de qualquer dia da semana, principalmente aos sábados, domingos e feriados, vai encontrar muitos idosos indo às montanhas para fotografar 
No Japão existem milhares de lojas especializadas em equipamentos fotográficos, tanto para profissionais como para amadores, era impressionante a quantidade de pessoas da terdeira idade olhando equipamentos para comprar, gostam muito de fotografia.
Quando eu estava subindo os mais de 900 portais do santuário Fuchimi Inari em Kyoto tive o privilégio de estar ao lado de pessoas maravilhosas com quem troquei figurinhas a respeito de fotografias.
Em Kyoto fui até a cidade cenográfica fotografar, la é a Hollyood do Japão, pra quem não sabe é o lugar onde são feitos os filmes de samurais. Incrível mas na maioria das pessoas que la estavam tirando fotografias eram pessoas mais velhas.
E muito legal e prazeroso ver as pessoas se divertindo nos parques com suas famílias, seus netos, tios, filhos, ah se o Brasil tivesse esta tranquilidade toda, você poder ficar a vontade sem se preocupar muito, poder tirar seu equipamento e fotografar bastante.
E o Japão é assim, um país onde as pessoas podem ter o prazer de curtir seu hobie favorito sem correr riscos algum.
Fotos: Marco Fukuyama


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Na trilha das gueixas



Matéria escrita em 26 de Agosto do ano de 2008 na cidade de Osaka no Japão, fotos feitas em Kyoto pelo fotógrafo Marco Fukuyama.

Título da matéria:

``Na trilha das gueixas´´.
Surgiram do nada, sem ao menos eu perceber, e la estavam elas, lindas, elegantes, a maquiagem muito bem trabalhada, os quimonos tão perfeitos de impressionar, na ocasião haviam muitos japoneses, turístas estrangeiros, todos admirando a beleza da cultura de perto e ao vivo.
Todos querendo fotografá-las, registrar em fração de segundos a emoção de estar frente -a- frente com as famosas maikos ( aprendizes de gueixas), ou gueixas, verdadeiras ícones da história e do passado do Japão.
São mulheres que desde a infãncia ou da adolescência de treze a quatorze anos estudam uma tradição inteira, como a tradição da arte, dança, canto e educação.
Maiko é o nome que se da a uma gueixa aprendiz, é cultural e repleta de status.
Com meus equipamentos em mãos tratei logo de congelar este momento que é único, são poucos os privilegiados que se deparam com elas, geralmente sua aparição ocorre sempre próximos a templos, ruas típicas ou no pequeno bairro de Gion, para quem vem a Kyoto para conhece-las deverá ficar sempre atento, porque elas aparecem e somem ao mesmo tempo. Eu nunca imaginei que um dia em minha vida iria ter a chance de fotografar as gueixas aqui no Japão e melhor, em Kyoto cidade de muitas histórias, e olha que já é a minha segunda vez que tenho o privilégio de estar de frente com personagens de um país totalmente diferente do meu, estes momentos ficarão eternamente memorizados em minha mente.
Diz a história que as gueixas de Tokyo não seguem o processo ritualizado das gueixas de Kyoto, que é mais característico, pra mim uma gueixa é muito mais que uma obra de arte, é uma mulher especial, requintada, conhecedora da arte da cerimônia do chá, da habilidade de seus dedos nas cordas do tradicional e espetacular Shaminsem , o rodopiar de seu leque em apresentações de teatro.
Geralmente quando avistamos uma gueixa, é porque com toda certeza esta indo ao seu Okiya, ou em seu próximo compromisso, são mulheres lindíssimas, anônimas, luxuosas, e cheias de mistérios e muito sofisticadas.
Surgiram no Japão durante a Era Tokugawa na qual o Japão conheceu um período de estabilidade política, crescimento econômico e florescimento cultural, são hoje consideradas como um dos símbolos mais marcantes do país. Muitas pessoas ainda teimam em classificá-las como garotas de programa, para chegarem ao estágio de gueixa acumulam anos de preparação.
As gueixas e a cidade de Kyoto, a cidade é deslumbrante, pequena e mágica! E é a fonte da tradição japonesa ainda vivida nos dias de hoje, e parece reagir a modernidade, em cada nova temporada, a cidade onde as cerejeiras fazem com que todos relembram a delicadeza e a arte tão presente na cultura japonesa.